Descrição
Primeiramente, manifesto minha gratidão e honra em prefaciar este amplo e importante trabalho intitulado “Implantes Osteointegrados em Reabilitações Orais de Maior Complexidade”. Nas conversas preliminares que tive com a idealizadora dessa ideia, Dra. Ivete Sartori, pude perceber sua emoção, entusiasmo e alto envolvimento na realização deste sonho. É o coroamento do seu trabalho, fruto de muitos anos na coordenação desse mestrado no ILAPEO. Nas últimas décadas, a Implantodontia foi a especialidade que mais ficou em evidência. Novas técnicas e novos produtos, frutos de grandes investimentos das indústrias que buscam produtos cada vez mais inovadores, como exemplo podemos citar os novos desenhos de implante que se adaptam a diferentes condições anatômicas e o tratamento de superfícies hidrofílicas que aceleram o processo de osteointegração. Como resultado, temos melhoria do índice de sucesso, mais segurança e agilidade no reestabelecimento da estética e função, melhorando a qualidade de vida do ser humano. Os 20 capítulos constantes deste livro nos dão uma visão clara e necessária do planejamento multidisciplinar correto em todos os casos, seja unitário ou múltiplo, de maior ou menor complexidade. Enquanto, capítulos abordam os cuidados necessários com mandíbulas atróficas, outro trata de possíveis complicações nesses casos. Foi retratada, também, a contribuição dos biomateriais no auxílio dos processos regenerativos, do osso xenógeno ao uso de BMP. Hoje, as exigências estéticas dos pacientes estão em crescente ascensão e, para corresponder essa expectativa, utilizamos técnicas de enxertos e de manipulação de tecidos moles, assim como as correções cirúrgicas em casos de má oclusão de origem esquelética. A ancoragem óssea de implantes para o restabelecimento da função muitas vezes vai além dos limites anatômicos convencionais e exige indicação correta, planejamento preciso e técnica cirúrgica específica, como, por exemplo, a aplicação dos implantes zigomáticos. A quebra do paradigma da Implantodontia convencional é, sem dúvida, a aplicação da carga imediata. Esta possibilidade está diretamente relacionada à estabilidade primária; portanto, devemos buscar uma técnica cirúrgica correta com o uso de implantes específicos para cada condição anatômica. Parabéns aos autores pela ideia de aproveitar a grande diversidade das resoluções reabilitadoras realizadas pelo grupo de alunos e professores desse conceituado programa de mestrado em Curitiba (PR).
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